Política

Câmara fixa percentual mínimo de cacau para cada tipo de chocolate

Regra eleva exigência da Anvisa e muda nomenclatura para 'chocolate intenso'
Câmara aprova novo teor mínimo de cacau no chocolate conforme regulação da Anvisa

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) projeto que estabelece percentuais mínimos de cacau na composição de cada tipo de chocolate vendido no Brasil.

A proposta eleva a exigência atual da Anvisa — que hoje fixa em apenas 25% o teor mínimo — e passa a exigir ao menos 35% de sólidos totais de cacau na categoria denominada “chocolate intenso”. O texto retorna ao Senado para nova análise antes de seguir para sanção presidencial.

Nova nomenclatura e percentuais mais rígidos

A proposta vai além dos números: ela também altera os nomes oficiais das categorias. O que o Senado classificava como “chocolate amargo” e “chocolate meio amargo” passa a ser chamado, na versão aprovada pela Câmara, de chocolate intenso.

O relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), defendeu a mudança como necessária para “comunicar de forma mais precisa e alinhar às expectativas do consumidor a definição de chocolate com concentração mais elevada de cacau”.

O texto regulamenta ainda as informações que devem constar obrigatoriamente nas embalagens, ampliando a transparência sobre a composição real do produto. A iniciativa tem também o objetivo declarado de valorizar o cacau nacional e fortalecer as cadeias produtivas ligadas à commodity.

Harmonização com padrões internacionais

O relator ressaltou que o projeto “contribui para harmonizar a legislação brasileira com os padrões internacionais de produção e de comercialização de chocolates e produtos derivados” — um dos pilares do argumento em defesa da proposta.

Para Daniel Almeida, a iniciativa tem o mérito de “impulsionar as cadeias produtivas regionais, contribuindo para o crescimento equilibrado e para a soberania econômica nacional”.

Como o texto sofreu alterações na Câmara em relação à versão aprovada pelo Senado — incluindo a mudança de nomenclatura —, o projeto retorna obrigatoriamente à Casa para nova deliberação antes de seguir à sanção presidencial.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Senado aprova novas regras de cacau em chocolates; texto vai a Lula

Lula sanciona lei que eleva teor mínimo de cacau e define seis categorias de chocolate

Anvisa proíbe lote de café após identificar selo de pureza falso e material semelhante a vidro

Tarifas de Trump sobre produtos do Brasil podem elevar preços nos Estados Unidos

Trump impõe tarifa de 50 por cento sobre produtos do agronegócio brasileiro exportados aos EUA

Camex aprova consulta à OMC contra tarifa de 50 dos EUA sobre produtos brasileiros